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CNJ realiza 31ª edição de evento sobre boas práticas em sustentabilidade

CNJ promove evento para disseminação de práticas judiciais sustentáveis com três iniciativas de tribunais regionais.

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CNJ realiza 31ª edição de evento sobre boas práticas em sustentabilidade
Foto: Siavosh Hosseini / Unsplash

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) organiza um evento de disseminação de boas práticas voltado exclusivamente a magistrados e servidores do Poder Judiciário, agendado para 23 de junho de 2026, na plataforma Microsoft Teams com transmissão simultânea pelo canal do CNJ no YouTube, entre as 16h e 18h. A iniciativa, que chega à sua 31ª edição, concentra-se no eixo temático de Sustentabilidade e Meio Ambiente, representando um esforço contínuo do CNJ em fortalecer a troca de conhecimento institucional sobre práticas inovadoras desenvolvidas por órgãos judiciários em todo o território nacional.

Contexto

O programa "Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário" constitui um instrumento de política administrativa desenvolvido pelo CNJ para sistematizar, documentar e difundir iniciativas bem-sucedidas implementadas por tribunais e unidades judiciárias. A relevância do programa reside na capacidade de acelerar a adoção de modelos comprovadamente eficazes em outras localidades, reduzindo a duplicação de esforços e permitindo que cada tribunal possa se beneficiar de soluções já validadas em contextos similares.

A escolha do tema Sustentabilidade e Meio Ambiente reflete uma tendência crescente no Poder Judiciário de integrar dimensões ambientais e de responsabilidade social corporativa às suas operações e à sua atuação institucional. Essa orientação alinha-se tanto às políticas internacionais de desenvolvimento sustentável quanto à necessidade de o Poder Judiciário demonstrar compromisso com a transformação ambiental e social da sociedade brasileira.

O que foi decidido

O CNJ, por meio de sua estrutura administrativa, definiu a realização de evento presencial virtual com três apresentações estruturadas de boas práticas selecionadas, cada uma refletindo abordagens distintas de integração entre a atividade judiciária e objetivos ambientais ou socioambientais. A abertura será conduzida por Thiago Henrique Teles Lopes, juiz auxiliar da Presidência e coordenador do Departamento de Gestão Estratégica do CNJ, conferindo relevância institucional ao evento.

Três iniciativas serão apresentadas e debatidas:

  1. Projeto Moda Legal — desenvolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), voltado à sustentabilidade na cadeia produtiva de vestuário.

  2. Programa Trabalho Decente de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis — executado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), integrando direitos trabalhistas com práticas de economia circular e inclusão social.

  3. Iniciativa Colhendo Sementes, Construindo Viveiros, Plantando Florestas — implementada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO), focada em restauração ambiental e reflorestamento.

A mediação das apresentações será realizada pela juíza auxiliar da Presidência, Gabriela Lenz de Lacerda, garantindo rigor técnico e profundidade nas discussões.

Base normativa e precedentes

  • Resolução CNJ nº 65/2008 — estabelece diretrizes para a Política de Gestão Ambiental do Poder Judiciário.
  • Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ONU) — fundamenta a integração de objetivos de sustentabilidade em instituições públicas brasileiras.
  • Política Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário — direcionador estratégico para iniciativas como as apresentadas no evento.
  • Responsabilidade Social do Poder Judiciário — princípio reconhecido na doutrina administrativa e em resoluções do CNJ que incentivam tribunais a desenvolver projetos de impacto social e ambiental.

Impacto prático

Para magistrados e servidores do Poder Judiciário, o evento oferece:

  • Acesso a modelos replicáveis: conhecimento sistematizado de três projetos já implementados e avaliados em órgãos judiciários, facilitando adaptação a contextos locais distintos.
  • Networking institucional: oportunidade de diálogo direto com coordenadores de projetos e gestores de tribunais, essencial para esclarecer dúvidas e negociar ajustes na implementação.
  • Atualização em tendências de gestão pública: exposição aos últimos desenvolvimentos em práticas judiciais ligadas a sustentabilidade e responsabilidade social, ampliando a agenda estratégica de cada tribunal.
  • Legitimação institucional: participação em evento promovido pelo CNJ sinaliza o reconhecimento da importância desses eixos temáticos no funcionamento do Poder Judiciário.

Para o Poder Judiciário como sistema, o evento consolida uma base de dados de boas práticas documentadas no Portal CNJ, que serve tanto de repositório quanto de instrumento de accountability sobre iniciativas de inovação administrativa.

O que observar

Alguns pontos merecem atenção:

  • Inscrição prévia obrigatória: a participação requer preenchimento de formulário disponibilizado pelo CNJ, limitando potencialmente o alcance a profissionais que recebem informação adequada sobre a iniciativa.
  • Modalidade híbrida: embora realize-se por Teams, a transmissão pelo YouTube pode gerar dúvidas sobre autenticidade de participação e certificação para fins de formação continuada, aspecto relevante para profissionais vinculados a órgãos que exigem comprovação de horas de capacitação.
  • Direcionamento para magistrados e servidores: exclui profissionais do direito privado (advogados, consultores), potencialmente limitando o diálogo multissetorial sobre sustentabilidade no Poder Judiciário.
  • Futuros desdobramentos: a divulgação de boas práticas pelo CNJ pode gerar demanda por financiamento, capacitação técnica ou mudanças administrativas em tribunais menores, questões que eventualmente careçam de orientação posterior do órgão.

O evento reflete a consolidação de uma função estratégica do CNJ não apenas como órgão de supervisão, mas como produtor e disseminador de conhecimento administrativo no Poder Judiciário, fenômeno importante para profissionais que atuam na interface entre gestão judiciária e prática jurídica.

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