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São Paulo atinge recorde de menor temperatura em junho em 30 anos

Capital paulista registra 13,4°C como temperatura máxima em junho, marcando mínima histórica de três décadas segundo dados do INMET.

Folha — Cotidiano3 min de leitura
São Paulo atinge recorde de menor temperatura em junho em 30 anos
Foto: Lucas Marcomini / Unsplash

A cidade de São Paulo atingiu, na quinta-feira 25 de junho de 2026, a menor temperatura máxima registrada para este mês em três décadas, marcando 13,4°C conforme aferição da estação meteorológica do Mirante de Santana, localizada na zona norte da capital e mantida pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Contexto

O fenômeno reflete a atuação de uma massa de ar polar que tem mantido as temperaturas em patamares significativamente abaixo da média climatológica histórica para o período. A anomalia climática de junho representa um desvio importante em relação aos registros dos últimos trinta anos, período que constitui a série de referência padrão para análise de variabilidade climática em território brasileiro.

Os dados coletados pelo INMET servem como base técnica para decisões governamentais em matérias de proteção civil, saúde pública, segurança alimentar e planejamento de recursos hídricos. A queda extrema de temperatura em junho — mês que marca a transição entre outono e inverno — pode impactar desde a produção agrícola até a demanda de energia elétrica e o aumento de procura por serviços de saúde relacionados ao frio.

A estação do Mirante de Santana é considerada referência oficial para registros climáticos da região metropolitana de São Paulo, operando sob protocolos internacionais de padronização.

O que foi registrado

A temperatura máxima de 13,4°C na quinta-feira marca a menor leitura para um dia do mês de junho nos últimos trinta anos de série contínua. O registro foi capturado pela rede de monitoramento do INMET, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, responsável por coleta, análise e divulgação de dados meteorológicos que norteiam políticas públicas e estudos climáticos.

A anomalia é significativa porque junho, embora pertencente ao período invernal do hemisfério sul, tipicamente apresenta temperaturas máximas diárias entre 22°C e 26°C na região metropolitana de São Paulo, conforme série histórica disponível. A queda de aproximadamente dez graus em relação à média esperada configura evento climático excepcional.

Base normativa e contexto institucional

  • Lei 8.978/1995 — Estabelece a estrutura e competências do INMET para produção de alertas meteorológicos e dados climáticos de utilidade pública.
  • Decreto Federal 1.842/2008 — Define o marco institucional de monitoramento ambiental e climático executado pelo INMET em parceria com estados e municípios.
  • Protocolos da Organização Meteorológica Mundial (OMM) — Padronização internacional de coleta, processamento e validação de dados climáticos, adotados pelo INMET.
  • Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/2012) — Contempla integração de dados meteorológicos em planejamento de contingências.

Impacto prático

O registro de temperatura extrema pode gerar repercussões em múltiplas esferas administrativas e sociais:

  • Saúde pública: Aumento esperado de procura por atendimentos relacionados a hipotermia, agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em populações vulneráveis.
  • Energia elétrica: Maior demanda por aquecimento residencial e industrial, podendo impactar carga no sistema interligado nacional.
  • Agricultura e abastecimento: Potencial dano a plantações sensíveis ao frio extremo; possível encarecimento de produtos hortifrutícolas.
  • Gestão urbana: Acionamento de protocolos de proteção a pessoas em situação de rua e provisão de abrigos temporários.
  • Infraestrutura: Possibilidade de impactos em sistemas que operam em condições de temperatura controlada.

O que observar

Os dados do INMET continuarão sendo monitorados para eventual confirmação de novas anomalias durante o restante de junho e para comparação com anos anteriores. Pesquisadores e órgãos de proteção civil acompanham a evolução da massa de ar polar para eventual emissão de alertas escalados.

A perpetuação de registros extremos tem relevância também para debates sobre mudanças climáticas de longo prazo, embora anomalias pontuais não constituam evidência isolada de tendência climática global. Autoridades federais e estaduais podem utilizar este e outros registros para subsidiar políticas de adaptação climática e redução de riscos.

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