Prerrogativas do advogado: por que violá-las não é ofensa à pessoa, é nulidade do processo
A prerrogativa não é privilégio pessoal do advogado — é garantia do cliente e da ampla defesa. Quem entende isso para de reagir à violação com indignação e passa a reagir com nulidade.
Quando um advogado é impedido de acompanhar o interrogatório do cliente, tem o acesso aos autos negado sem justificativa ou vê o escritório invadido em diligência mal fundamentada, a reação instintiva é a indignação pessoal — "faltaram com o respeito comigo". É uma leitura compreensível e estrategicamente pobre. A prerrogativa do advogado não existe para proteger o profissional; existe para proteger o cliente e o direito de defesa. E essa mudança de eixo tem uma consequência técnica poderosa: violar uma prerrogativa muitas vezes não gera apenas o direito a um desagravo — gera nulidade do ato processual. Quem entende isso troca a carta de reclamação pela petição de nulidade.
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