Judiciário Reforça Defesa da Liberdade de Imprensa em Seminário Nacional
Judiciário Reforça Defesa da Liberdade de Imprensa em Seminário Nacional O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizaram em 16 de agosto de 2025 o seminário “Liberdade de Imprensa e Democracia no Brasil”,

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Judiciário Reforça Defesa da Liberdade de Imprensa em Seminário Nacional
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizaram em 16 de agosto de 2025 o seminário “Liberdade de Imprensa e Democracia no Brasil”, evento de caráter institucional e educativo, destinado a fomentar o debate entre Poder Judiciário, juristas e a sociedade civil sobre os limites, garantias e ameaças à liberdade de imprensa no país.
Constitucionalismo e a Liberdade de Comunicação
Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, a liberdade de imprensa é uma cláusula pétrea consagrada no artigo 5º, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, que garante a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
No evento, especialistas ressaltaram que a jurisprudência do STF tem reiteradamente protegido a liberdade de imprensa, inclusive em julgados históricos como a ADPF 130, que declarou a não recepção da antiga Lei de Imprensa (Lei nº 5.250/67), por ser incompatível com o novo regime constitucional democrático.
Responsabilidade Civil e Liberdade de Expressão
O seminário também destacou os conflitos entre a liberdade de imprensa e outros direitos fundamentais, como a honra, a imagem e a privacidade. O ministro Alexandre de Moraes elucidou que a responsabilidade dos veículos de comunicação por eventuais danos morais deve observar a veracidade das informações divulgadas, a existência do ânimo de informar e a preservação do dever de diligência jornalística.
Assim, casos como RE 1075412 e RE 1010606 definem parâmetros jurisprudenciais para o juízo de responsabilização civil, sempre sob a ótica do princípio da proporcionalidade e mediante aplicação do artigo 927 do Código Civil.
A Perspectiva do CNJ e o Papel da Magistratura
O seminário permitiu também o aprofundamento da análise sobre o papel da Magistratura na garantia institucional da liberdade de imprensa. O presidente do CNJ, conselheiro Marco Túlio, defendeu que a atuação judicial deve ser prudente e tecnicamente fundamentada, com atenção especial à vedação de censura prévia, em consonância com o entendimento fixado na Súmula 713 do STF.
Desinformação e o Novo Desafio Digital
Outro ponto de destaque foi a responsabilização frente à desinformação. Com a ascensão das redes sociais, os discursos de ódio e fake news passaram a afetar a integridade da liberdade de imprensa. Nesse sentido, o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/14) foi reiteradamente citado como instrumento normativo fundamental à garantia da liberdade e da responsabilidade digital.
Conclusão: Premissas Jurídicas e Avanços Institucionais
O seminário representa avanço institucional ao fomentar a cultura jurídica em defesa da liberdade de imprensa. Ao envolver alta cúpula do Judiciário, jornalistas, advogados e acadêmicos, fortalece-se o compromisso republicano com os pilares da democracia material.
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Assinado por: Memória Forense
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