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Conheça os 11 pré-candidatos ao Senado por Rondônia em 2026

Onze políticos disputam posição no Senado Federal por Rondônia em eleições marcadas para outubro de 2026, com mandato até 2035.

JOTA4 min de leitura
Conheça os 11 pré-candidatos ao Senado por Rondônia em 2026
Foto: Gabriel Tiveron / Unsplash

Onze aspirantes ao cargo de senador federal concorrem pela representação de Rondônia nas eleições gerais previstas para 4 de outubro de 2026, com mandatos que se estenderão até janeiro de 2035. A disputa contempla cinco mulheres e seis homens em suas bases atuais, caso todas as candidaturas se confirmem até o prazo legal.

Contexto

A renovação do Senado Federal ocorre a cada oito anos, e em 2026 Rondônia renovará dois de seus três assentos. Atualmente, a bancada estadual é composta por Confúcio Moura (MDB), Marcos Rogério (PL) e Jaime Bagattoli (PL). Os mandatos de Confúcio Moura e Marcos Rogério encerram-se em janeiro de 2027, ambos habilitados tecnicamente para disputar reeleição conforme regras constitucionais de elegibilidade. Entretanto, Marcos Rogério optou por direcionamento estratégico distinto e articulação para concorrer ao governo estadual, enquanto Confúcio Moura sinaliza continuidade na candidatura ao Senado. Bagattoli permanece no exercício do mandato até 2031, não participando desta renovação.

O contexto político de Rondônia envolve fragmentação partidária e coligações tradicionalmente fluidas, com prévias internas em diversos partidos ainda em definição. A bancada histórica inclui políticos com trajetórias distintas: Confúcio Moura com passagem pelo Executivo estadual (governador 2010-2018) e federal, Marcos Rogério com perfil ligado a movimentos conservadores e Bagattoli alinhado ao governo Bolsonaro. Esta renovação reflete disputas internas entre centro-direita, esquerda e conservadorismo no estado.

O que está em disputa

Os pré-candidatos anunciados públicos ou em articulação privada representam espectro político amplo. Confúcio Moura (MDB, 78 anos) possui trajetória extensa como médico, deputado federal, prefeito de Ariquemes por dois mandatos e governador biênio 2010-2014, solidificando base política estruturada. Acir Gurgacz (PDT, 60 anos) retorna à disputa após derrota em 2022, tendo sido senador por dois mandatos consecutivos previamente (assumiu em 2009 após cassação de diplomado anterior).

Fernando Máximo (União Brasil, 46 anos, médico) foi eleito deputado federal em 2022 com maior votação do estado e exerceu secretaria de Saúde estadual durante pandemia, apresentando perfil técnico. Bruno Scheid (PL, produtor rural) integra quadros de liderança do Partido Liberal estadual com atuação em comunicação digital. Luciana Oliveira (PT) atua como jornalista e bacharel em Direito com militância em direitos humanos, tendo participado de pleitos anteriores sem êxito (suplente na Assembleia em 2018, não eleita em 2020). Anandreia Trovó (PSOL) possui formação em gestão educacional com mais de duas décadas na rede estadual de educação. Luís Fernando (PSD, nascido 1968) é servidor público com trajetória em finanças públicas.

O elenco diverso contempla ex-parlamentares, gestores públicos, militantes de movimentos sociais e primeiros candidatos a pleito eletivo, sinalizando competição acirrada com fragmentação de eleitores.

Base normativa e processo eleitoral

  • Constituição Federal, art. 46 — Senado Federal composto por 81 senadores, três por unidade da federação, renovados alternadamente por terços a cada quatro anos e metade a cada oito anos
  • Lei 9.504/1997 (Lei Eleitoral) — Regula processo de candidaturas, prazos de registro e elegibilidade
  • Resolução TSE nº 23.608/2019 — Define normas de arrecadação de recursos e campanha
  • EC nº 97/2017 — Reajusta mandatos legislativos federais em dois anos (não aplicável a senadores, que preservam oito anos)

As eleições de 2026 seguem cronograma com primeiro turno em 4 de outubro; segundo turno, se necessário para cargos de governador e presidente, em 25 de outubro.

Impacto político e prático

  • Para partidos: Necessidade de definir candidatos únicos em coligações até prazos legais (evitando candidaturas conflitantes)
  • Para base eleitoral: Escolha entre continuidade (Confúcio Moura) e renovação/mudança de perfil
  • Para candidatos sem mandato: Construção de visibilidade e estrutura de campanha em prazo reduzido (dois anos)
  • Para gestão pública: Campanhas de figuras como Fernando Máximo (secretário de Saúde) podem impactar prioridades executivas até período eleitoral
  • Para coligações: Balanceamento entre forças (centro, esquerda, conservadorismo) em estado com pluralismo moderado

O que observar

Confirmação ou desistência de candidatos até prazos internos (prévias partidárias tipicamente até meados de 2026). Eventual aprovação de lei que altere sistema eleitoral ou elegibilidade (embora pouco provável à essa altura). Dinâmica de apoios de governador (cargo em disputa simultânea) aos candidatos senatoriais. Possível emergência de novos nomes à medida que campanhas ganhem tração, dado cenário ainda em formação. Recursos de campanha disponíveis para cada candidato podem viabilizar ou inviabilizar trajetórias. Registros de candidatura junto à Justiça Eleitoral ocorrerão em período definido pelo TSE (tipicamente agosto de 2026).

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