Pré-candidatos ao Senado por Roraima 2026: conheça os nove nomes
Nove políticos se posicionam para disputar as duas cadeiras do Senado Federal por Roraima nas eleições de 2026, incluindo o senador Chico Rodrigues à reeleição.
Nove políticos já se posicionam como pré-candidatos para disputar as duas cadeiras disponíveis do Senado Federal por Roraima nas eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro.
Contexto
Em cada pleito eleitoral presidencial de quatro em quatro anos, os estados e o Distrito Federal elegem dois senadores federais. Em Roraima, as cadeiras que serão disputadas pertencem atualmente ao senador Chico Rodrigues (PSB), que busca reeleição, e Roberta Acioly (Republicanos), que é suplente do mandato que originou Mecias de Jesus, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima. O senador Dr. Hiran (PP) mantém mandato até 2031 e não concorre neste ciclo eleitoral.
A disputa se configura como competitiva, com candidatos de diferentes regiões do país e com históricos variados de atuação pública e privada, incluindo nomes já consolidados na política estadual e federal.
Os pré-candidatos
Além de Chico Rodrigues (PSB), que busca continuar sua trajetória no Senado, os outros oito nomes que já se posicionam são: Antonio Denarium (Republicanos), Conceição Gomes (AGIR), Helena da Asatur (PSD), Hilton Xavier (AVANTE), Isamar Ramalho (UNIÃO), Mauro Asato (Democrata), Rogério Miranda (DC) e Teresa Surita (MDB).
Chico Rodrigues (PSB), natural de Recife (PE), aos 75 anos, é engenheiro agrônomo e empresário com longa trajetória pública. Iniciou carreira em 1983 como secretário de agricultura; foi vereador em Boa Vista (1988), deputado federal em três mandatos (1990, 1998 e 2006), vice-governador (2010) e assumiu o governo após renúncia. Candidatou-se ao governo em 2014 sem êxito, mas foi eleito senador em 2018.
Antonio Denarium (Republicanos), natural de Anápolis (GO), com 62 anos, é empresário em setores financeiro e agropecuário. Candidatou-se ao Senado em 2010 sem sucesso; eleito governador em 2018 e reeleito em 2022. Cumpre ressaltar que em abril de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu registro de candidato e o declarou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar disso, mantém-se como pré-candidato ao Senado.
Conceição Gomes (AGIR), nascida em Amajari (RO), com 62 anos, é empresária, pecuarista e líder comunitária. Preside a Associação Anjos de Luz e o Instituto IAAFERR, atuando em projetos sociais. Em 2018, seu nome foi cogitado para vice na chapa de Denarium, mas a composição não se concretizou.
Helena da Asatur (PSD), natural do Tocantins, com 50 anos, é empresária, bióloga e bacharel em Direito. Trabalhou como técnica ambiental e bióloga na Secretaria de Planejamento de Roraima (1994-2002). Disputou sua primeira eleição em 2022, sendo eleita deputada federal.
Hilton Xavier (AVANTE), natural de Campo Grande (MS), com 40 anos, é graduado em Ciências Biológicas, mestre em Agronomia e empresário em agropecuária e piscicultura. Trabalhou como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Roraima (2010-2012) e em órgãos federais.
Os demais pré-candidatos — Isamar Ramalho (UNIÃO), Mauro Asato (Democrata), Rogério Miranda (DC) e Teresa Surita (MDB) — completam o campo de disputa.
Base normativa
- Art. 46, CF/88 — estabelece composição do Senado Federal: três senadores por unidade da Federação, eleitos pelo sistema majoritário.
- Art. 14, CF/88 — direitos políticos e elegibilidade, com vedações estabelecidas no art. 14, § 9º (inelegibilidade por oito anos em caso de condenação).
- Lei 9.504/1997 — Lei das Eleições, disciplina prazos de filiação, convenções partidárias e inelegibilidades por abuso de poder.
- Resolução TSE nº 23.609/2019 — regulamenta o calendário e procedimentos das eleições de 2026.
Impacto prático
- Para os próprios candidatos: A declaração de inelegibilidade de Antonio Denarium oferece precedente de que candidatos cassados pelo TSE podem enfrentar obstáculos jurídicos mesmo mantendo pré-candidatura formal. Outros competidores devem acompanhar decisões sobre eventuais impugnações.
- Para eleitores e partidos: A definição das candidaturas oficiais ocorrerá nas convenções partidárias, em calendário próprio fixado pelo TSE. Até lá, pré-candidaturas são declarações de intenção sem efeito jurídico vinculante.
- Para o direito eleitoral: Casos de inelegibilidade por abuso de poder reforçam a jurisprudência do TSE sobre responsabilidade de gestores públicos quanto ao uso de recursos e cargo para fins eleitorais.
O que observar
A situação de Antonio Denarium exemplifica o risco jurídico em campanhas: candidato cassado continua se posicionando, mas corre risco real de impugnação formal perante a Justiça Eleitoral se registrar candidatura. Outros pré-candidatos devem acompanhar prazos de filiação (mínimo de um ano antes do pleito conforme Lei 9.504/97) e possíveis impugnações de inelegibilidade.
O resultado final da disputa dependerá da adesão de partidos, consolidação de coligações e campanhas efetivas a partir do registro oficial junto ao TSE, previsto para julho-agosto de 2026. Até então, a lista permanece em fluxo, podendo incluir novos candidatos ou desistências conforme dinâmica política local.
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