O IBS vai para onde se consome: a virada do destino que redesenha o mapa fiscal do Brasil
A reforma tira a arrecadação de onde se produz e leva para onde se consome. Estados e municípios ganham ou perdem conforme a nova regra — e a transição federativa vai até 2078.
Há uma mudança na reforma tributária que quase não aparece nas manchetes e que, no entanto, redesenha o mapa fiscal do país: o imposto deixou de pertencer a quem produz e passou a pertencer a quem consome. Parece detalhe técnico de repartição de receitas, mas é o fim da guerra fiscal, uma redistribuição bilionária entre Estados e municípios e uma nova lógica para quem assessora entes públicos e empresas com operação nacional. Entender a distribuição da arrecadação do IBS é entender quem ganha e quem perde na maior reorganização do federalismo fiscal brasileiro em décadas.
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