Judiciário Reafirma Tolerância Zero à Violência Contra a Mulher
Judiciário Reafirma Tolerância Zero à Violência Contra a Mulher No âmbito do Poder Judiciário brasileiro, mais um importante precedente foi consagrado na repressão à violência contra a mulher, desta vez envolvendo um membro do próprio unive

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1.5em; } h2 { font-size: 28px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 22px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } p { font-size: 18px; margin-bottom: 1em; color: #000; } ul, ol { margin-left: 1.5em; font-size: 18px; color: #000; margin-bottom: 1em; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }
Judiciário Reafirma Tolerância Zero à Violência Contra a Mulher
No âmbito do Poder Judiciário brasileiro, mais um importante precedente foi consagrado na repressão à violência contra a mulher, desta vez envolvendo um membro do próprio universo jurídico. No último dia 5 de junho de 2025, o juiz da 4ª Vara Criminal de Brasília proferiu sentença condenatória contra conhecido advogado criminalista que, segundo os autos, agrediu fisicamente sua companheira.
Sentença com Argumentação Rigorosa e Fundamento Constitucional
O magistrado rejeitou a tese da defesa, que alegava ausência de dolo e tentava descaracterizar a tipicidade penal. Na sentença, foi destacado que as provas testemunhais e o laudo pericial demonstraram de maneira inequívoca a ação dolosa, preenchendo os elementos do tipo previsto no artigo 129, § 9º, do Código Penal, que trata da lesão corporal em contexto de violência doméstica e familiar.
Além da tipificação penal, o juiz trouxe à baila fundamentos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), enfatizando sua função protetiva e pedagógica, além de destacar a relevância do caso por envolver figura notória no meio jurídico. “A igualdade de gênero será apenas retórica se continuarmos a tratar com leniência casos envolvendo profissionais do Direito que, por sua formação, deveriam ser os primeiros a respeitá-la”, pontuou o julgador.
Dolo Reiterado e Implicações Éticas
A decisão judicial também frisou que o dolo restou configurado pela continuidade dos maus-tratos, apontando que o réu demonstrou consciência da ilicitude de seu comportamento. O juiz ainda recomendou à OAB que instaure procedimento ético-disciplinar para avaliar a aptidão do advogado para o exercício da advocacia, conforme previsto nos arts. 34 e 35 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94).
Implicações para o Exercício da Advocacia
O caso levanta discussões sobre a responsabilidade social e ética dos operadores do direito. A condenação penal de um advogado por agressão pode ensejar, além da sanção judicial, a suspensão ou cassação da licença profissional, o que deve ser decidido pelo respectivo Tribunal de Ética e Disciplina regional.
- Reiteração da conduta como agravante (CP, art. 61, inciso I)
- Utilização do cargo de destaque como possível causa de escândalo
- Eventual repercussão disciplinar junto à OAB
Segundo especialistas consultados, trata-se de jurisprudência importante para coibir qualquer tipo de comportamento violento por parte de profissionais que integram o Sistema de Justiça, sinalizando que nem mesmo os operadores do direito estão isentos da responsabilidade pelos seus atos.
Sociedade Exige Compromisso Ético de seus Profissionais Jurídicos
A decisão da 4ª Vara Criminal reforça a necessidade de o Judiciário atuar com firmeza em casos em que a agressão se dá em contexto doméstico e contra a mulher. Conforme estabelecido nas diretrizes da Convenção de Belém do Pará, o Estado brasileiro possui obrigação internacional de adotar todas as medidas necessárias para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher.
Se você ficou interessado na violência doméstica e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para ocê!
— Memória Forense
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar essa matéria.
Relacionadas em Criminal
Ver tudo
Literatura e Direito: o deslocamento de si na atuação da Defensoria
Defensoras públicas escritoras debatem na Flip como o exercício da alteridade, presente na ficção, é essencial para a defesa e para humanizar decisões penais.

Policial morta em Iguaba Grande: companheira e sogros presos
Policial civil foi localizada morta dentro do carro; companheira e pais da parceira foram detidos, abrindo investigação criminal com implicações processuais imediatas.

Manutenção de prisão cautelar exige risco concreto à ordem pública
Decisão da 12ª Vara Criminal de SP revogou preventiva diante de indícios frágeis de proveito econômico e comprovação de residência; reforça exigência probatória para custódia cautelar.