ESG deixou de ser marketing: agora é dever fiduciário do administrador (com responsabilidade pessoal)
A negligência com riscos ESG e o greenwashing podem violar o dever de diligência e expor o administrador pessoalmente. A sustentabilidade virou tema de direito societário, não de propaganda.
Por muito tempo, ESG foi tratado nas empresas como um capítulo do relatório de sustentabilidade — bonito, genérico e sem consequência. Essa era acabou. A agenda ambiental, social e de governança migrou do departamento de marketing para o centro do direito societário, e o motivo é simples e desconfortável para quem administra: negligenciar riscos ESG pode significar violar o dever fiduciário e responder pessoalmente. Quem assessora empresas, conselhos e administradores precisa entender essa virada antes que ela chegue como ação de responsabilidade.
Continue lendo gratuitamente
Este artigo é exclusivo para membros do JusFeed. Crie sua conta grátis (ou entre) para ler o conteúdo completo.
Mais em Tributário e Empresarial
Ver todosComitê Gestor do IBS: o novo foro que muda onde e como você litiga tributário
O contencioso administrativo do IBS ficou concentrado numa entidade federativa inédita. Quem litiga ICMS e ISS vai ter que reaprender competência, prazos e onde recorrer.
Split Payment: o imposto que nunca mais entra no caixa do seu cliente
Na reforma tributária, o IBS e a CBS são retidos na liquidação do pagamento e o crédito do comprador passa a depender do fornecedor recolher. Dois detalhes que reescrevem contratos.
Compliance e Lei Anticorrupção: por que a due diligence virou a blindagem do M&A
A Lei Anticorrupção responsabiliza a empresa de forma objetiva e faz a sucessora herdar a multa numa fusão. O programa de integridade deixou de ser adorno e virou dosimetria.