Prova digital sem cadeia de custódia: o erro técnico que derruba (ou salva) o processo penal
O celular apreendido, o print de WhatsApp, o HD copiado — tudo isso pode virar prova ilícita se a cadeia de custódia não for documentada. E é aí que a defesa penal encontra a brecha.
Numa era em que quase toda prova nasce de um celular, um chat ou um disco rígido, o processo penal se decide cada vez mais num terreno técnico que muitos advogados ainda tratam com amadorismo: a cadeia de custódia da prova digital. Um dado extraído sem o registro adequado de como foi coletado, transportado e preservado pode ser imprestável — e essa fragilidade é, ao mesmo tempo, o pesadelo da acusação e a melhor tese da defesa. Dominar a prova digital deixou de ser diferencial: virou o eixo de boa parte das causas criminais.
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