Estado Brasileiro Ainda Supera Facções Criminosas, Diz Sarrubbo
Estado Brasileiro Ainda Supera Facções Criminosas, Diz Sarrubbo Chefe do Ministério Público de SP rebate alarmismo sobre domínio do crime organizado Em recente entrevista concedida ao portal Conjur, o procurador-geral de Justiça do Estado d

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Estado Brasileiro Ainda Supera Facções Criminosas, Diz Sarrubbo
Chefe do Ministério Público de SP rebate alarmismo sobre domínio do crime organizado
Em recente entrevista concedida ao portal Conjur, o procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Mario Sarrubbo, enfatizou que o Brasil, diferentemente do que sugerem algumas narrativas sensacionalistas, ainda não está sob o domínio das facções criminosas. Suas declarações remetem a uma análise jurídica e institucional criteriosa sobre o papel do Estado no combate ao crime, em especial frente às organizações ditas poderosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Responsabilidade constitucional do Ministério Público
Nos termos do artigo 127 da Constituição Federal, o Ministério Público é descrito como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, encarregado da defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Com base nesse arcabouço constitucional, Sarrubbo defendeu que estruturas estatais permanecem atuantes e capazes de conter os avanços das organizações criminosas, reforçando a existência de uma rede institucional forte e coesa.
Julgamentos e Ações Penais: neutralização judicial dos líderes
O procurador-geral destacou o protagonismo do MP-SP na instrução de ações penais públicas contra líderes de facções, com destaque para aquelas baseadas no artigo 288-A do Código Penal, que trata da organização criminosa. Ressaltou também o suporte das decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que consolidam jurisprudência no sentido de validação dos meios extraordinários de investigação e persecução criminal — tais como interceptações telefônicas, monitoramento ambiental e regime disciplinar diferenciado.
Legislação penal e instrumentos de repressão qualificada
No tocante à legislação pátria, Sarrubbo relembrou a força instrumental da Lei nº 12.850/2013, que define organização criminosa e regulamenta as técnicas especiais de investigação. Essa norma, segundo ele, tem permitido o desmantelamento de estruturas complexas do crime, quando utilizada com inteligência, articulação entre entes federativos e respaldo judicial célere.
Cooperação institucional como diferencial
O chefe do MP paulista destacou a importância da conjugação entre Ministério Público, Judiciário, polícias estaduais e federal, Receita Federal, COAF e demais órgãos, como maneira de esvaziar logística e rotas de financiamento do crime. Posteriormente, citou a recente repressão a células operacionais e a movimentações financeiras das facções em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e o MPSP como um caso de sucesso.
Fomento à participação cívica e à advocacia proativa
Sarrubbo ainda conclamou a sociedade civil, advogados, juristas e entidades representativas a romperem com discursos apocalípticos e colaborarem para uma cultura de respeito às instituições de Estado. Argumenta-se que o jurista moderno não pode render-se ao medo, mas sim, munir-se de conhecimento técnico e jurídico para enfrentar as distorções populares sobre o Direito Penal e o papel estatal.
- Art. 127, CF: legitimidade do MP
- Lei 12.850/2013: definições e métodos investigativos
- Art. 288-A, CP: enquadramento penal das facções
- Jurisprudência do STJ e STF como legitimadoras dos meios de investigação
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Assinado, Memória Forense
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