Fenalaw 2026 inaugura novo espaço e homenageia Márcio Chaer
A abertura da Fenalaw 2026 celebrou a memória de Márcio Chaer e confirmou a mudança para o Transamérica Expo Center, sinalizando maturidade do mercado jurídico.

A abertura da Fenalaw 2026 prestou homenagem ao jornalista Márcio Chaer e marcou a transferência do evento para o Transamérica Expo Center, com implicações objetivas para o mercado jurídico e seu ecossistema profissional. A cerimônia de abertura enfatizou tanto o legado do jornalismo jurídico quanto o caráter cada vez mais decisório dos participantes no ambiente de negócios jurídicos.
Contexto
A Fenalaw, realizada há mais de duas décadas, consolidou-se como um ponto de convergência entre advogados, fornecedores de tecnologia jurídica, gestores de escritórios e instituições do setor. Ao migrar para um centro de exposições de maior capacidade, o encontro traduz um movimento de profissionalização e de expansão do mercado de serviços jurídicos. O setor tem visto, nos últimos anos, uma crescente integração entre soluções tecnológicas, provedores de serviços e operadores do direito que buscam não apenas informações, mas decisões estratégicas e contratos comerciais. A homenagem a Márcio Chaer — figura reconhecida no jornalismo jurídico por sua contribuição à difusão de debates jurídicos — funcionou como marco simbólico: lembra a função do jornalismo especializado na formação do mercado e na transparência das discussões técnicas.
A mudança de escala do evento também remete a tensões estruturais recorrentes: a necessidade de infraestrutura para feiras de grande porte, o impacto econômico local e as demandas de compliance e logística em eventos com grande fluxo de profissionais. Ademais, a composição organizacional anunciada, integralmente feminina, permite leitura sob o viés da representatividade e organização do trabalho em eventos do setor.
O que foi decidido
Na abertura, a direção da Fenalaw realizou três gestos com efeitos práticos imediatos: prestou homenagem póstuma ao fundador de veículo jurídico especializado; anunciou e operacionalizou a mudança do local do evento para o Transamérica Expo Center; e reconheceu publicamente a equipe organizadora, destacando que é composta exclusivamente por mulheres. Esses atos custodiados em um discurso público visam reforçar duas mensagens principais: o papel do jornalismo jurídico como pilar da esfera pública especializada e a transição do evento de mera vitrine para plataforma de tomada de decisão e negócios.
A decisão organizacional de migrar para um espaço maior sinaliza, na prática, que a Fenalaw pretende acomodar demandas de escala — mais estandes, infraestrutura técnica para conferências simultâneas e áreas de networking que favorecem a concretização de acordos comerciais. O reconhecimento da equipe e a ênfase nas mulheres na organização produzem, além de simbologia, efeitos reputacionais para a própria marca Fenalaw no mercado.
Base normativa e precedentes
- Art. 5º, CF/88 — assegura a liberdade de expressão e de imprensa, fundamento que legitima o papel do jornalismo especializado no debate público e na fiscalização técnica das atividades do Direito.
- Art. 1º e arts. 3º e 7º, CF/88 (princípios e valores da República) — servem para contextualizar a relevância de iniciativas que promovem inclusão e desenvolvimento do mercado de trabalho, incluindo a valorização da participação feminina em posições de organização de eventos.
- CLT (Decreto-Lei 5.452/1943) — dispõe sobre relação de trabalho e condições de prestação de serviços, aplicável a contratos de prestação de serviços e aos trabalhadores mobilizados na montagem de feiras e eventos.
- Jurisprudência e práticas setoriais consolidadas do mercado de eventos corporativos e feiras profissionais — orientam devido-diligence contratual, responsabilidade civil por organização e segurança, além das obrigações trabalhistas e fiscais relacionadas à mobilização de mão de obra temporária.
Impacto prático
- Para advogados e escritórios: a Fenalaw, agora em um espaço maior, tende a facilitar negociações comerciais, networking e contratação de soluções tecnológicas. A natureza do evento, segundo a organização, evolui de observacional para transacional, o que pode antecipar aumento de contratos fechados in loco.
- Para fornecedores de tecnologia jurídica e prestadores de serviços: a ampliação física e o foco em resultados práticos criam oportunidades de escala para demonstrações, pilotos e parcerias comerciais. Expositores devem planejar logísticas e compliance comercial mais robustos.
- Para o jornalismo legal e entidades de classe: a homenagem a figura central do jornalismo jurídico reforça a importância da imprensa especializada na construção de agenda e no controle público do setor. Isso fortalece a interlocução entre veículos, advocacia e mercado.
- Para trabalhadores e fornecedores temporários: a mobilização de mais de 4 mil profissionais na fase de montagem aponta para volume de contratações temporárias; empregadores e organizadores devem observar a observância da CLT e normas de segurança do trabalho.
- Para políticas de diversidade: a composição feminina da equipe de organização constitui elemento de reputação e pode incentivar práticas semelhantes em outros eventos, com impactos de imagem e atração de público.
O que observar
- Contratos e compliance: expositores e patrocinadores devem revisar contratos de participação, prever garantias, responsabilidade por cancelamento e cláusulas de proteção de dados, especialmente em operações que envolvam captura de leads ou demonstrações com dados pessoais (que implicam observância da Lei 13.709/2018 — LGPD).
- Fiscalização e obrigações fiscais: eventos de maior porte costumam atrair maior escrutínio fiscal e tributário; organização e expositores precisam estar atentos a emissão de notas fiscais, retenções e obrigações acessórias conforme o CTN (Lei 5.172/1966) e legislação tributária municipal/estadual aplicável.
- Direitos trabalhistas e segurança: a grande mobilização de pessoal na montagem impõe atenção à legislação trabalhista (CLT) e às normas de segurança do trabalho; o risco de passivos trabalhistas aumenta sem controles adequados.
- Repercussão reputacional e de mercado: homenagens públicas e a ênfase na liderança feminina impactam percepção de marca; organizações e patrocinadores devem alinhar políticas internas e comunicação para evitar dissonâncias.
- Continuidade do legado jornalístico: agentes do mercado jurídico e veículos especializados podem aproveitar a ocasião para debater temas estruturantes como regulação da imprensa jurídica, acesso à informação e padrões éticos de cobertura, com base constitucional na liberdade de expressão (Art. 5º, CF/88).
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