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Memória Forense lança edição anotada de "A Luta pelo Direito", de Ihering

Tradução integral do clássico de Rudolf von Ihering (1872) chega com notas do tradutor e comentários aplicados ao Direito brasileiro — CF/88, Código Civil e CPC. Sai em combo impresso mais e-book.

Memória Forense2 min de leitura
Memória Forense lança edição anotada de "A Luta pelo Direito", de Ihering
Foto: Editora Memória Forense / Unsplash

Em 1872, diante da Sociedade Jurídica de Viena, Rudolf von Ihering defendeu uma tese que soou provocativa para a plateia de juristas: o direito não é apenas uma ideia serena de ordem, mas algo que se conquista na luta. A conferência virou livro, Der Kampf ums Recht, e atravessou século e meio como um dos textos mais lidos da cultura jurídica ocidental. É esse clássico que a Editora Memória Forense relança agora em edição anotada, com tradução integral e comentários voltados ao leitor brasileiro.

A frase que resume a obra continua atual: quem tem um direito lesado não defende apenas um interesse próprio, defende a própria ideia de direito. Para Ihering, ceder diante da injustiça por comodidade não é prudência — é abandono de um dever. O sentimento do direito, dizia ele, mede-se pela reação de quem se vê violado.

O que esta edição traz de novo

A tradução foi feita sobre o texto original alemão, sem cortes, e vem acompanhada de dois recursos pensados para o profissional da Justiça:

  • Notas do tradutor [N.T.] — que situam referências históricas, expressões latinas e alusões que, sem contexto, se perderiam para o leitor de hoje.
  • Boxes "Comentário — Direito Brasileiro" — que fazem a ponte entre o argumento de Ihering e dispositivos vigentes: a inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, da Constituição), a tutela específica e as astreintes do CPC/2015, a reparação por dano moral e os limites da legítima defesa, entre outros.

São 13 seções mais a apresentação, do embate entre "a paz e a luta" até a conclusão em que Ihering cravou o lema que ficou: na luta hás de encontrar o teu direito. No caminho passam as figuras que ele usou para ilustrar o tema — o Shylock de Shakespeare, que exige a letra do contrato, e o Michael Kohlhaas de Kleist, que se destrói na busca obsessiva por justiça.

Por que ler Ihering hoje

O apelo do texto não é histórico. Quando o autor escreve que "a balança sem a espada" é direito sem força, ele descreve uma tensão que qualquer advogado reconhece: a distância entre ter razão e conseguir efetivá-la. A obra dialoga diretamente com quem lida com execução, tutela de urgência e acesso à Justiça — e serve tanto como leitura de formação quanto como argumento de repertório para a prática.

Formato e onde encontrar

O lançamento sai em combo: livro impresso mais e-book em PDF, este último com leitura já liberada para começar de imediato. A edição, traduzida e comentada por Julio Macedo, está disponível na página oficial do projeto.

👉 Saiba mais e leia agora em lutapelodireito.com.br.

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