Quando o algoritmo erra, quem paga? Responsabilidade civil por decisões automatizadas e vieses
Sistemas de IA já negam crédito, filtram currículos e precificam seguros. Quando a decisão automática lesa ou discrimina, a responsabilidade não some no código — ela tem endereço jurídico.
A inteligência artificial deixou de ser promessa e virou decisão: sistemas automatizados negam crédito, filtram currículos, precificam seguros e sinalizam fraudes — muitas vezes sem nenhum humano no circuito. Quando uma dessas decisões lesa alguém, ou reproduz um viés que discrimina, surge a pergunta que a tecnologia não responde: quem paga? A boa notícia para quem foi lesado, e o alerta para quem usa IA, é que a responsabilidade civil não desaparece dentro do código — ela tem endereço jurídico bem definido. Este é um dos temas de maior crescimento do direito em 2026.
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