Simples Nacional na reforma tributária: por que ser pequeno pode ficar caro para o cliente
A reforma manteve o Simples Nacional, mas criou uma armadilha silenciosa: quem compra de uma empresa do Simples pode não aproveitar o crédito cheio de IBS e CBS. E competitividade se decide aí.
O Simples Nacional sempre foi vendido como o melhor dos mundos para a pequena empresa: uma guia só, alíquota reduzida, menos burocracia. A reforma tributária o preservou, e o empresário respirou aliviado — "comigo não muda nada". É exatamente aqui que mora o risco que quase ninguém explicou ao cliente. Num sistema construído sobre não cumulatividade plena, onde o imposto pago numa etapa vira crédito na seguinte, ficar de fora dessa lógica pode transformar a vantagem do Simples Nacional em desvantagem competitiva. O advogado que entende essa mecânica não dá ao cliente a notícia tranquilizadora de que nada muda — dá a notícia útil de que algo muda, e é preciso decidir.
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