A Ética e a Emoção: Advogar com o Coração na Crise Pós-pandêmica
A Ética e a Emoção: Advogar com o Coração na Crise Pós-pandêmica A conflituosa dicotomia entre afeto e dever jurídico ressurge em tempos de crise sanitária e social, como símbolo dos dilemas que enfrentam os operadores do Direito, em especi

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1em; } h2 { font-size: 28px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 22px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 0.8em; } p { font-size: 17px; color: #000; margin-bottom: 1em; line-height: 1.6em; } ul, ol { margin-left: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; font-size: 17px; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }
A Ética e a Emoção: Advogar com o Coração na Crise Pós-pandêmica
A conflituosa dicotomia entre afeto e dever jurídico ressurge em tempos de crise sanitária e social, como símbolo dos dilemas que enfrentam os operadores do Direito, em especial os advogados. No contexto da advocacia contemporânea, o artigo "O amor e a advocacia nos tempos do cólera" — publicado pela Conjur — nos conduz a reflexões profundas sobre os compromissos afetivos e éticos que permeiam o exercício da advocacia, mesclando sensibilidade humana com o rigor técnico.
O Direito entre o Amor e a Técnica Jurídica
Se no passado o advogado era visto como técnico frio, hoje reconhece-se a dimensão subjetiva de sua atuação. A interpenetração entre vida pessoal e profissional é inevitável na medida em que o profissional do Direito lida diariamente com a dor, o trauma e o conflito alheio. No entanto, permanece a obrigação no caput do art. 2º do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94): a indispensabilidade da advocacia à administração da Justiça exige equilíbrio entre emoção e objetividade.
Implicações Deontológicas e o Código de Ética
O Código de Ética e Disciplina da OAB traz diretrizes fundamentais para o profissional exercer a advocacia com independência, respeito e sensibilidade. O artigo 2º, §2º, reforça que o advogado deve atuar com dignidade, mantendo relação de urbanidade e respeito mútuo, inclusive em contextos afetivos que possam surgir no exercício da profissão. A complexidade das relações humanas potencializa os riscos de parcialidade emocional na defesa técnica.
- Como lidar com clientes pelos quais se desenvolve afeição?
- O que fazer quando o exercício da advocacia revela dilemas morais?
- É possível conciliar fidelidade emocional e zelo técnico?
Jurisprudência: A Afetividade no Contexto Profissional
Embora escassa, a jurisprudência brasileira começa a enfrentar os vínculos afetivos no campo do Direito. Em decisões recentes, tribunais reconheceram limites éticos quando a neutralidade processual é comprometida por laços emocionais. Há clara influência da Teoria Geral das Relações Humanas no Direito, impondo maior humanização sem açodamento técnico.
Responsabilidade Profissional em Tempos de Crise
A pandemia reacendeu a discussão sobre o papel terapêutico das profissões jurídicas. Com maior carga emocional nas demandas, exige-se mais empatia do advogado. Contudo, esta empatia não pode obscurecer a obrigação funcional constante do art. 31 da Lei nº 8.906/94: o advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, violarem a lei ou os preceitos éticos.
Conclusão: A Sabedoria de Advogar com Amor e Razão
As fronteiras entre o amor e a advocacia não são absolutamente estanques. Contudo, devem ser delimitadas pela lente da ética profissional. A atuação advocatícia, por mais humana que seja, não pode desprezar o compromisso com a justiça, a verdade e a dignidade da função que desempenha — sendo este o pilar da confiança da sociedade e do próprio Estado de Direito.
Se você ficou interessado na ética na advocacia e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para você!
Por Memória Forense
Você concorda com a decisão?
🔔 Acompanhe este assunto
Siga os temas desta matéria — a gente te avisa quando houver nova decisão ou conteúdo, direto no seu Meu JusFeed.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar essa matéria.
Relacionadas em Tributário
Ver tudo
Gastos com ensino regular de filho com TEA são dedutíveis integralmente
Juiz federal do DF reconheceu que despesas escolares de filho com TEA em ensino regular podem ser abatidas integralmente do IR, alinhando regra tributária à Constituição e ao Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Vara Federal afasta IRRF em remessas por serviços sem transferência de tecnologia
Juíza da 4ª Vara Federal de Curitiba afastou retenção de IRRF sobre pagamentos a estrangeiras por serviços sem transferência de tecnologia quando há tratado aplicável e sem estabelecimento permanente.

STF e fundos estaduais do agro: como qualificar cobranças vinculadas ao ICMS
Análise da controvérsia no STF sobre cobranças destinadas a fundos estaduais do agronegócio e os critérios para definir se são tributo, preço público ou outra espécie jurídica.