Estudo mostra IA generativa reforçando desconfiança nas urnas eletrônicas
Pesquisa do InternetLab, LabDados/FGV e ReCoS identifica que chatbots reforçam narrativas de descrédito nas urnas e nas instituições eleitorais, apesar de baixa desinformação factual.

Lead de resposta direta: Um estudo conjunto do InternetLab, LabDados/FGV Direito SP e Rede Conhecimento Social concluiu que plataformas de IA generativa têm amplificado narrativas que desacreditam as urnas eletrônicas e as instituições eleitorais no Brasil. A constatação afeta a avaliação de risco regulatório e de moderação de conteúdo em ambientes de eleição, com impacto direto sobre o cumprimento da Resolução 23.755/2026 do TSE.
Contexto
A crescente adoção de modelos de linguagem e chatbots em interações públicas tem levantado preocupações sobre a influência desses sistemas em debates eleitorais. A controvérsia não diz respeito apenas à veracidade factual — em que, segundo o estudo, as plataformas mostraram baixo índice de erro factual — mas à capacidade desses sistemas de reproduzir, legitimar e articular argumentos de descrédito institucional. Esse fenômeno ocorre em um contexto regulatório em formação: a resolução do Tribunal Superior Eleitoral que trata do uso de inteligências artificiais em período eleitoral introduz restrições especificas sobre ranqueamento e manifestação de preferência eleitoral, mas a tecnologia e os fluxos de conversação desafiam as fronteiras tradicionais de responsabilidade e verificação.
Do ponto de vista técnico-jurídico, a disputa central é sobre como identificar e qualificar
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