Justiça confirma estabilidade gestacional: mesmo contratos intermitentes protegem futura mãe
Justiça confirma estabilidade gestacional: mesmo contratos intermitentes protegem futura mãe Em um importante precedente trabalhista, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reafirmou o direito à estabilidade da gestante contratada sob

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1em; } h2 { font-size: 28px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 22px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } p { font-size: 17px; color: #000; line-height: 1.6; margin-bottom: 1.5em; } ul { margin-left: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }
Justiça confirma estabilidade gestacional: mesmo contratos intermitentes protegem futura mãe
Em um importante precedente trabalhista, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reafirmou o direito à estabilidade da gestante contratada sob regime intermitente, estabelecendo diretriz relevante que reforça a dignidade da pessoa humana e o princípio da proteção à maternidade.
Decisão reforça jurisprudência favorável às trabalhadoras
Em recente julgamento, a Corte reconheceu que a contratação intermitente — introduzida pela Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017) e regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho — não pode ser obstáculo à garantia constitucional prevista no artigo 10, II, "b" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que estabelece proteção contra dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
Segundo a relatora, ministra Agra Belmonte, a ausência de convocação da trabalhadora para novas atividades após o conhecimento da gravidez caracteriza dispensa indireta. O comportamento omissivo do empregador suprime, de forma irregular, a continuidade do vínculo empregatício, contrariando princípios jurídicos fundamentais.
Contratos atípicos também geram proteção
A decisão ganha especial relevância em tempos de precarização das relações laborais. O contrato intermitente difere substancialmente do modelo tradicional ao prever prestação de serviço esporádica e sem jornada regular. Entretanto, o vínculo continua a existir, e a suspensão temporária de convocações não descaracteriza o contrato como uma relação de emprego regular, nos termos dos artigos 2º e 3º da CLT.
Impactos jurídicos da decisão
Este julgado se alinha à jurisprudência do próprio TST, como nos autos de RR-1003434-35.2019.5.02.0059, onde também se reconheceu o caráter prejudicial da ausência de convocação de gestante em contrato intermitente. Os fundamentos adotados ilustram:
- Proteção constitucional da mulher e do nascituro.
- Efetividade dos direitos sociais, conforme artigo 7º, XVIII e XX da CF/88.
- Aplicação do princípio da primazia da realidade sobre a forma.
- Tese jurídica de que vínculos com interrupções unilaterais não previstas geram direito à estabilidade.
Reflexão para profissionais do Direito
A decisão, além de fortalecer a segurança jurídica para trabalhadoras inseridas em contratos não convencionais, obriga escritórios e departamentos jurídicos a repensarem estratégias trabalhistas preventivas. O TST tem sinalizado intolerância a abusos cometidos sob o manto da inovação contratual.
Ademais, reforça a recomendação de cautela ao adotar formatos contratuais introduzidos pela Reforma Trabalhista, exigindo atenção redobrada dos advogados frente aos novos contornos de vínculo empregatício.
Se você ficou interessado na estabilidade da gestante e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para ocê!
Memória Forense
Você concorda com a decisão?
🔔 Acompanhe este assunto
Siga os temas desta matéria — a gente te avisa quando houver nova decisão ou conteúdo, direto no seu Meu JusFeed.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar essa matéria.
Relacionadas em Cível
Ver tudo
TJSP: rescisão por falta de prestação de contas e inexigibilidade de multa
Juíza da 10ª Vara Cível de São Paulo declarou rescindido contrato de agenciamento por culpa da produtora e afastou multa de R$ 5 milhões.

Pichação de muro gera indenização: TJSC fixa R$ 8 mil por dano moral
Decisão da 1ª Vara de Rio Negrinho/SC reconhece dano moral por pichação com ofensas e referência a organização criminosa; importância para prova, responsabilidade e quantificação.

TJSP aumenta indenização por retenção de carga e frustração de venda
TJSP majorou de R$2 mil para R$5 mil dano moral de empresa cuja carga foi retida pela transportadora, frustrando venda e atingindo sua credibilidade.