STJ reconhece isenção de IR sobre VGBL herdado por morte do titular
STJ reconhece isenção de IR sobre VGBL herdado por morte do titular O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem firmado entendimento relevante e favorável aos contribuintes, especificamente em relação à natureza jurídica do VGBL (Vida Gerador

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1.5em; } h2 { font-size: 26px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 21px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 0.8em; } p { font-size: 17px; color: #000; line-height: 1.6; margin-bottom: 1.5em; } ul, ol { margin-left: 2em; margin-bottom: 1.5em; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }
STJ reconhece isenção de IR sobre VGBL herdado por morte do titular
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem firmado entendimento relevante e favorável aos contribuintes, especificamente em relação à natureza jurídica do VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), quando da ocorrência de sua liquidação por falecimento do titular. O recente julgamento da 2ª Turma do STJ reafirma a posição de que tais valores, quando recebidos pelos beneficiários em razão da morte do contratante, não estão sujeitos à incidência do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Natureza contratual e sucessória do VGBL
O VGBL, embora popularmente utilizado como um plano de previdência privada, é juridicamente enquadrado como um contrato de seguro de pessoas com cobertura por sobrevivência e morte, sendo, portanto, um direito pessoal e disponível. Articulando-se com os dispositivos do Código Civil (notadamente os artigos 757 e 794), a indenização percebida por terceiro em razão do falecimento do segurado não se incorpora à herança, mas tem natureza de direito próprio do beneficiário.
Assim, sob essa perspectiva, a verba obtida pelo beneficiário do VGBL não constitui rendimento tributável, por não se enquadrar nos critérios exigidos pelo art. 43 do Código Tributário Nacional (CTN), uma vez que não existe acréscimo patrimonial oriundo de uma contraprestação onerosa ou atividade laboral.
Jurisprudência consolidada
O precedente paradigmático do Recurso Especial 1.875.284/SP, relatado pela Ministra Assusete Magalhães, é eloquente ao reconhecer que:
“Nos planos de previdência privada, modalidade VGBL, os valores eventualmente pagos aos beneficiários após o falecimento do contratante são equiparados à indenização securitária, cuja titularidade, inclusive, não integra o espólio”.
Essa diferenciação é crucial para fins tributários e sucessórios, deixando evidente que o valor do resgate, nestes casos, deve ser tratado como benefício e não como riqueza sucessória.
Relevância prática para a advocacia
- Prevenção de autuações indevidas pela Receita Federal sobre os herdeiros ou beneficiários;
- Estratégias de planejamento sucessório mais eficazes e tributariamente vantajosas utilizando o VGBL;
- Possibilidade de revisões e restituições mediante declaração retificadora caso o imposto tenha sido recolhido indevidamente.
Aspectos legais e tributários destacados
- Art. 43 do CTN: Define fato gerador do imposto sobre renda, condicionado ao acréscimo patrimonial.
- Art. 794 do Código Civil: Estabelece que o capital estipulado em contrato de seguro de vida, para pagamento por morte, não entra na herança.
- REsp 1.875.284/SP: Consolidou o caráter não tributável do VGBL em hipóteses de falecimento.
O papel da advocacia tributária e sucessória, neste ponto, é assegurar que os contribuintes estejam cientes do correto tratamento jurídico-fiscal desta modalidade de investimento, evitando penalidades e maximizando a organização patrimonial.
Se você ficou interessado na isenção de IR sobre VGBL e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para ocê!
Por Memória Forense.
Você concorda com a decisão?
🔔 Acompanhe este assunto
Siga os temas desta matéria — a gente te avisa quando houver nova decisão ou conteúdo, direto no seu Meu JusFeed.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar essa matéria.
Relacionadas em Cível
Ver tudo
TJSP: rescisão por falta de prestação de contas e inexigibilidade de multa
Juíza da 10ª Vara Cível de São Paulo declarou rescindido contrato de agenciamento por culpa da produtora e afastou multa de R$ 5 milhões.

Pichação de muro gera indenização: TJSC fixa R$ 8 mil por dano moral
Decisão da 1ª Vara de Rio Negrinho/SC reconhece dano moral por pichação com ofensas e referência a organização criminosa; importância para prova, responsabilidade e quantificação.

TJSP aumenta indenização por retenção de carga e frustração de venda
TJSP majorou de R$2 mil para R$5 mil dano moral de empresa cuja carga foi retida pela transportadora, frustrando venda e atingindo sua credibilidade.