Desjudicialização: o que saiu do fórum e foi para o cartório (e por que o advogado ganha com isso)
Divórcio, inventário, usucapião, adjudicação — cada vez mais o que era processo virou escritura. A desjudicialização não dispensa o advogado: ela muda onde ele entrega valor, com mais agilidade.
Uma transformação silenciosa vem tirando trabalho do Judiciário e levando-o para os cartórios: a desjudicialização. O que por décadas só se resolvia com processo, juiz e anos de espera — dividir uma herança, formalizar um divórcio, reconhecer uma posse — passou a caber em uma escritura pública, com agilidade e custo menor. E, ao contrário do que o nome sugere, isso não afasta o advogado: muda onde ele entrega valor. Quem entende esse movimento surfa uma das maiores mudanças estruturais da prática jurídica recente.
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