Posso gravar uma conversa e usar como prova? O que dizem o STF e o STJ
Gravar uma conversa da qual você participa é lícito — mesmo sem o outro saber. O que exige ordem judicial é a interceptação feita por terceiro. Entender essa linha, fixada pelo STF e pelo STJ, é o que decide se a sua gravação vale ou vira prova ilícita.
Uma dúvida que aparece em quase todo conflito — trabalhista, familiar, criminal ou de consumo: posso gravar a conversa e usar contra a outra parte? A resposta do direito brasileiro é mais clara do que parece, e gira em torno de uma distinção única. Gravar uma conversa da qual você participa é lícito, ainda que o outro não saiba. Já captar a conversa alheia, de fora, é interceptação — e essa exige ordem judicial. Confundir as duas é o que transforma uma boa prova em prova ilícita.
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