Multipropriedade: como funciona ser dono de um imóvel por algumas semanas do ano
Comprar frações de tempo de um imóvel virou lei em 2018 — e trouxe direitos reais, matrícula própria e regras de rateio. Mas a multipropriedade também gerou uma nova geração de conflitos de consumo que crescem rápido.
Ser dono de um apartamento na praia por duas semanas ao ano — e pagar só por essa fração — deixou de ser um arranjo informal e virou um direito real com nome, lei e matrícula. A multipropriedade, ou time-sharing, foi disciplinada no Brasil em 2018 e cresceu rápido, sobretudo em resorts e empreendimentos de lazer. Junto com ela, cresceu uma nova geração de conflitos de consumo: contratos confusos, taxas inesperadas, dificuldade de revenda. Quem assessora esse mercado — de um lado ou de outro — precisa entender como a multipropriedade funciona, porque ela mistura direito imobiliário e direito do consumidor.
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