Fabricante é condenada após explosão de ventilador de teto em Minas Gerais
Fabricante é condenada após explosão de ventilador de teto em Minas Gerais O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), em recente decisão, impôs condenação à fabricante de um ventilador de teto que explodiu enquanto uma consumidora o uti

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1.5em; } h2 { font-size: 26px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 21px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } p, li { font-size: 17px; color: #000; margin-bottom: 1em; line-height: 1.6em; } ul, ol { margin-left: 2em; margin-bottom: 1.5em; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }
Fabricante é condenada após explosão de ventilador de teto em Minas Gerais
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), em recente decisão, impôs condenação à fabricante de um ventilador de teto que explodiu enquanto uma consumidora o utilizava em sua residência. O caso ganha relevância não apenas pelo risco evidenciado à segurança do consumidor, mas também pela análise jurídica pautada na responsabilidade objetiva, prevista no artigo 12 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.º 8.078/1990).
O caso: explosão durante o uso regular do eletrodoméstico
A consumidora adquiriu o ventilador de teto fabricado pela empresa ré e, após apenas um mês de uso, o equipamento explodiu, causando danos materiais e comprometendo a segurança física dos moradores. Conforme relatado no processo judicial, foram ouvidas testemunhas e verificada perícia técnica que atestou o defeito de fabricação.
Fundamentos jurídicos da decisão
O acórdão do TJ-MG destacou a aplicação da responsabilidade objetiva do fornecedor de produtos defeituosos. Nos termos do artigo 12 do CDC:
“O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos.”
O relator da decisão pontuou que a falha na prestação do serviço e a ausência de assistência eficaz constituem infrações aos deveres de segurança e qualidade a que se obrigam os fornecedores.
Reparação por danos materiais e morais
O TJ-MG determinou o pagamento de indenização por danos materiais, correspondentes ao valor do ventilador e aos prejuízos emergentes da explosão, bem como indenização por danos morais pela exposição da consumidora ao risco e pelo sofrimento psicológico decorrente do incidente.
- Indenização por danos materiais: R$ 500,00
- Indenização por danos morais: R$ 3.000,00
Destaca-se que a jurisprudência atual reconhece o direito à indenização por danos morais sempre que se verifica falha que comprometa a segurança e integridade do consumidor.
A importância da inversão do ônus da prova
Nos termos do artigo 6º, inciso VIII, do CDC, a inversão do ônus da prova foi deferida à parte autora, em razão da hipossuficiência técnica e da verossimilhança das alegações. Tal mecanismo processual foi essencial para o desfecho favorável do caso.
Precedentes jurisprudenciais
O colegiado ainda citou decisões precedentes que reforçam o entendimento de que falhas na fabricação que gerem riscos à saúde ou segurança do consumidor ensejam reparação civil. O julgamento alinhou-se ao REsp 1.199.022/MG (STJ), o qual também afirma que a simples existência de defeito em produto pode configurar dano moral presumido.
Impacto para a advocacia consumerista
Esse julgado reforça o papel central da advocacia na concretização dos direitos consumeristas. A defesa técnica, alinhada à perícia e aos dispositivos legais pertinentes, demonstrou-se indispensável. Para os operadores do Direito que militam na área cível-consumerista, o caso serve como importante paradigma processual e argumentativo.
Se você ficou interessado na responsabilidade civil do fornecedor e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para você!
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar essa matéria.
Relacionadas em Consumidor
Ver tudo
TJSP anula reajuste por idade em plano de saúde por falta de percentuais
Juiz de Santo André anulou cláusulas de reajuste etário por ausência de percentuais e comprovação atuarial, determinando recálculo e devolução.

STJ: lojista pode responder sozinho por chargeback se conduta foi decisiva
STJ considerou abusiva cláusula que impõe ao lojista toda a responsabilidade por chargebacks; porém, pode haver responsabilização exclusiva quando a conduta do comerciante foi determinante para a fraude.

TJSC confirma devolução por Pix não reconhecidos e reafirma dever do banco
1ª Turma Recursal de Santa Catarina manteve condenação de banco a restituir R$ 3.520 por Pix não reconhecidos, reforçando responsabilidade objetiva do fornecedor e ônus probatório do banco.