OAB-ES propõe reforma eleitoral para combater desinformação nas eleições internas
OAB-ES propõe reforma eleitoral para combater desinformação nas eleições internas Com enfoque no aprimoramento da lisura das eleições internas e no combate ao uso indiscriminado de notícias falsas, a Seccional do Espírito Santo da Ordem dos

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1.5em; } h2 { font-size: 26px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 21px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } p { font-size: 17px; color: #000; margin-bottom: 1.5em; line-height: 1.6em; } ul, ol { margin-left: 2em; margin-bottom: 1.5em; font-size: 17px; color: #000; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }
OAB-ES propõe reforma eleitoral para combater desinformação nas eleições internas
Com enfoque no aprimoramento da lisura das eleições internas e no combate ao uso indiscriminado de notícias falsas, a Seccional do Espírito Santo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) encaminhou ao Conselho Federal da OAB proposta de atualização normativa das regras eleitorais da entidade. A medida visa garantir maior segurança jurídica, transparência e integridade ao processo democrático dentro da advocacia organizada.
Modernização das normas diante da ascensão da desinformação
Segundo o ofício enviado, o objetivo essencial está centrado na necessidade de se adequar a regulamentação da OAB aos desafios contemporâneos do processo eleitoral, especialmente no contexto digital, onde práticas ilícitas como a propagação de fake news podem desequilibrar disputas, ferindo princípios constitucionais como isonomia, moralidade e ampla defesa, consagrados no Art. 5º, incisos V, X e XIV da Carta Magna.
Diretrizes da proposta elaborada pela OAB-ES
- Criação de normas claras sobre condutas vedadas em campanhas eleitorais digitais.
- Instituição de sanções para candidatos e coligações que disseminarem conteúdos sabidamente falsos.
- Previsão da possibilidade de impugnação de candidaturas baseadas em prática reiterada de desinformação.
- Normatização sobre uso de redes sociais e impulsionamento de conteúdo.
Aval jurídico e respaldo à iniciativa
Especialistas destacam que a medida alinha-se ao entendimento predominante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que em recentes julgados tem reiterado a necessidade de combater narrativas fraudulentas no ambiente digital, conforme exposto no julgamento do REspe 0603977-40, em que se reconheceu a gravidade da utilização de fake news com potencial para desequilibrar o pleito.
Referência à Lei 9.504/97 e ao Código de Ética da OAB
A proposta também invoca como base legal a Lei das Eleições (Lei 9.504/97), especialmente seu Art. 57-H e 57-I, e o Código de Ética e Disciplina da OAB, reforçando a responsabilização dos inscritos pela autenticidade de suas manifestações públicas, inclusive em meios digitais.
Importância para a advocacia e para a sociedade
O presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho, defendeu que a proposta tem papel essencial na proteção da democracia interna da entidade, estimulando um ambiente mais equitativo em que os debates sejam pautados por proposições legítimas e não por práticas obscuras. Ressaltou ainda que a advocacia deve assumir protagonismo no enfrentamento à desinformação, inclusive como exemplo para a sociedade.
Precedente importante para outras seccionais
Caso acolhida pelo Conselho Federal, a proposta pode estabelecer um novo paradigma de conduta ética nas eleições da Ordem, com potencial reflexo sobre as próximas eleições da OAB em todo o país, criando um marco regulatório moderno que supere omissões normativas atuais.
Se você ficou interessado na regulamentação eleitoral da OAB e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para ocê!
Por Memória Forense
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar essa matéria.
Relacionadas em Digital / LGPD
Ver tudo
TSE e o desafio da IA nas eleições: avanços e lacunas regulatórias
Ministra do TSE aponta combate multifacetado a deepfakes: regulação da propaganda, capacitação eleitoral, alfabetização digital e responsabilização de plataformas.

Quando conta pessoal vira canal público: tensão constitucional e prática
Análise sobre quando perfis pessoais de agentes públicos passam a operar como instrumentos de Estado e as consequências jurídicas à luz da Constituição e experiências estrangeiras.

Doutorado em IA na PUC-SP: governança, riscos e implicações
Ingresso de sócio do PK Advogados no doutorado em Tecnologias da Inteligência na PUC-SP traz investigação aplicada sobre supervisão, governança e regulação de sistemas de IA de alto impacto.