Colaboração premiada: o que o delator ganha, o que ele arrisca e o que a delação prova
Virar colaborador pode reduzir a pena a zero — ou expor o delator a riscos e ao descumprimento do acordo. E há um limite que muita gente ignora: a delação, sozinha, não condena ninguém.
A colaboração premiada virou protagonista dos grandes casos criminais do país — e, com a fama, veio a confusão. Muita gente acha que "delatar" é apertar um botão que garante liberdade. Não é. A colaboração é um acordo com regras estritas, benefícios reais mas condicionados, e riscos que o colaborador precisa medir. E há um limite técnico que decide processos e que muitos ignoram: a delação, sozinha, não condena ninguém. Quem atua no criminal — defendendo colaboradores ou delatados — precisa dominar o instituto, porque ele redesenhou a dinâmica da persecução penal.
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