Tribunal do Júri: como funciona o rito e por que a defesa se ganha (ou se perde) na primeira fase
No Júri, sete jurados leigos decidem sem fundamentar, e o veredicto é soberano. Dominar o rito de duas fases e construir a tese certa desde a pronúncia é o que separa a absolvição da condenação.
O Tribunal do Júri é o único lugar do direito brasileiro onde a sorte de um acusado é decidida por sete pessoas comuns, que julgam pela íntima convicção e não precisam fundamentar o voto. Essa característica o torna, ao mesmo tempo, o palco mais dramático e mais técnico da advocacia criminal. Vencer no Júri não é questão de eloquência improvisada: é o resultado de um rito de duas fases dominado desde o início. Quem atua ou pretende atuar no Júri precisa entender por que a causa muitas vezes se decide antes do plenário.
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